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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Olá!


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Boa Noite


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Castro Alves

Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?  
                                          Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes  
                                                        Embuçado nos céus? 
                                                Há dois mil anos te mandei meu grito,  
                                                Que embalde desde então corre o infinito... 
                                                        Onde estás, Senhor Deus?...

  
  Basta, Senhor!  De teu potente braço  
                                                Role através dos astros e do espaço  
                                                        Perdão p'ra os crimes meus!  
                                                Há dois mil anos eu soluço um grito... 
                                                escuta o brado meu lá no infinito, 
                                                        Meu Deus!  Senhor, meu Deus!!... 
  
  IMENSURÁVEL DOR

IMENSURÁVEL DOR

ONDE ESTÁS?

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados?

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...


... Adeus, amores... adeus!...