CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS »

quinta-feira, 23 de março de 2017

Pseudos...


MARIANNA CONTA...


De volta para a meu aconchego.
Por quê? Seria talvez uma espécie de sadomasoquismo. Um lugar onde a dor imperou fortemente; atribulações e dúvidas. As palavras vieram partidas e corroídas por um vexame sem limites. Engano, má interpretação de palavras, má fé e pareceres e procedimentos torpes. Todos eles fúteis e sem nenhuma retórica. Um desejo, um querer corrigir erros alheios, em mostrar para o mundo como ser e viver politicamente correto.
          Abordagens ignotas e vis por todos os cantos e recantos da cidade. Monas pegajosas e travecos mal cheirosos a fazer caras e bocas e mandar indirectas; gritos ora agudos, ora sussurros vindo de estranhos transeuntes de ruas, ciganos, mendigos, adivinhos, cuidadores de cães que não se sabe d’onde vem nem para onde vai. Ataques constantes de todas as formas. Massacres psicológicos vindo de todos os lados e o cerceamento para não reagir. “Se disser alguma coisa lhe taxaremos de louca”. “tenha medo não florzinha, diremos que é Alzheimer, é Alzheimer” dizia o comunicador no ar, praticando toda forma de vilipêndio.
          E as perguntas iam surgindo sem respostas, advindas da dor e do sofrimento que aumentava a cada dia. E procedimentos que nunca foi pensado em por em pratica foram praticados na esperança de descobrir o porquê daquele “je ne sais quoi”.  Esqueceram, pois que  um olho que tudo vê. Deus!
O que foi que lhe fiz macumbeira! Filha da pátria. Vergonha da raça. Pseudos intelectuais...

Sou pobre, pobre de marré neci, não tenho para dar ou emprestar. 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Boa Noite!


A primavera chegou
Em seu primeiro dia
É dia de meus anos
Permaneço no inverno
Sou fruto maduro
Oh Meu Deus!
Meu Deus!
Deus!
Aonde perdi a inocência de meu primeiro riso?
Onde?
...
Quantas décadas se vão
Não sei
Mas se perdi a graça da criança
Ganhei o saber do ancião.
Marianna conta...

P 162

segunda-feira, 20 de março de 2017

CTI

Era noite alta.
Granizos espocavam nas vidraças e raios fustigavam o ar. O retroar dos trovões era lamentos que arrebentavam as comportas dos céus e transformavam as gotas de lágrimas em chuva torrencial que deslizava pela terra seca e corriam para os rios, lagos e mares.
Ali em um canto qualquer estava meu frágil corpo largado ao léu; em meio a um vendaval de silvos de todos os tons;
em meio a um emaranhado de fios de todas as cores, texturas e diametros; em meio a um festival de luzes que mudavam de cores conforme o som... e elas chegaram.
Delicadamente tomou-me em seus braços e alçaram em um longo e infinito vôo. Senti o farfalhar de suas asas sobre minha tez e seus cantos magnificos aliviavam quaisquer dores.
Não mais que de repente seres celestiais interrompem aquela viajem dizendo: devolva-a. Sua missão ainda não está cumprida. Então, segurei minha vida com minhas próprias mãos e esperei.
E no grau máximo da minha dor o dia sorriu para mim.
rubi (2015)
Tomara

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Vinicius de Moraes

Chegou...


Boa Noite


Pego minha dor
Brinco com ela
Em lúdico encanto
Observo a vida
Olá senhor tempo
Faça-me um favor
Pare!
Apenas um momento
Enquanto ouço
Os mistérios e
Murmúrios da existência
Chegarem
Com o som do vento.