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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Volta da Gazela


Corro como uma gazela

Buscando a alegria

Tu não me deixa em paz

Me leva a mais pura melancolia



 E como a gazela corre

A pensar em suas ameaças

Por tê-las destruído

Foram espalhadas pelo vento

Por toda a cidade.



Canso

E lhe digo

Peça-me desculpa

E dê-me meus livros

Eram apenas esboços

De três deles

Quero-os.



Aguardava um tempo

Para torna-los bonitos

Você os levou antes

Alem de destrui-los

Você tripudiou sobre o valor deles

Que eram bons para mim

e não para você





VOCE NÃO TINHA O DIREITO

Até poderia usar o que estava publicado aqui, mas
o que não estava, cidadão do mundo,
você não podia usar.
Não tinha esse direito!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Por quê




Tanto ódio
O que lhe fiz?


Tão grande era meu sentir
Que quando avisou que eu 
Chegaria a lhe pedir
Para me deixar em paz
Eu não acreditei


Como?
Por que me deixar em paz!
Só quero estar contigo?
Esqueci.
Voltastes
E no âmago da dor
Eu telefonei
E pedi
Me deixe amor!
Não me torture mais
Eu só quero paz.


Volto a lhe pedir
Apesar do teu aviso
Que não me daria paz
Eu lhe peço
Por Deus 
Deixa-me em paz.


Se errei
Paguei
Com a mais pura dor 
Do arrependimento
Da vergonha  
E do sofrimento 

SAUDADE I



PARABÉNS 
trabalhadores! Nesse dia chega também a saudade 
de um bom batente (trabalho)

SAUDADE





é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector