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quarta-feira, 25 de maio de 2011

SOLIDÃO



Volta-Te para mim, E tenha compaixão
Por que estou sozinho e aflito.
Salmo 25:16

Sozinho
 Procura um caminho
Que não tenha espinho
Cardos!
Valei-me senhor Deus de todos
E dos desgraçados
Saí do porto
A buscar um horto
Onde a rosa é só uma rosa
Achei a rosa
Cardos!
Estou só
Busco-te como estou
Inibido, dividido, oprimido!
Faz-me sem remorso ou vergonha
Por ser fraco
E torna-me forte perante a tua lei!
Faz-me cumprir os teus preceitos
Meu Deus!
Cardos!
Só sozinho
 Procura um caminho
Que não tenha espinho
Cardos!
Que vazio é esse
Por que tanto isolamento?
Solidão
Intercedei por nós Deus de todos
E dos desesperados!
Cardos!
Cardo-santo!
Meu anelo és tu
Deus! Oh! Deus
Dos desesperados
Como o incenso suba aos céus o meu pedido
Ouve-me quando te clamo! Oh! Jesus!
Cardos!
Cardo-santo!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Florence Nightingale, 1860

“ A Enfermagem é uma arte, e como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, como a obra de qualquer pintor ou escultor. Mas o que é tratar da tela inerte ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo – o templo do espírito de Deus? É uma das belas artes, eu quase diria, a mais bela de todas!”. 
Florence Nightingale, 1860

Filhos.

A tão falada dor do parto. Será dor de verdade? Qual dor? A de parir ou de parti? Ouvi falar dessa dor, em versos e prosas, mas, sentí-la jamais. Apenas cortes incomodativos ou pelos arrancados através de mãos pesadas e uso de toscas lâminas e/ou cremes onde pele e pelos são queimados.  Não vi a natureza fluir soberana, no parto natural. Qual natural? A verdadeira dor do ato de parir é na verdade a dor do ato parti. Volto ao meu próprio umbigo sinto essa dor em toda a sua força e pergunto: por que se eu cumpri todas as etapas do ciclo inexplicável da vida? Amei-o, dei-lhe asas, mostrei o certo e o errado, mas, na hora do vôo usou suas próprias asas. Nem sequer lembrou das asas que lhe dei. Oh! Dor! Ouvir “cria-se filhos para o mundo”! Parece mais um bilhete de ruína espontânea do que um conselho; e surge um cansaço do nada, um tédio de tudo e vem um desabafo em forma de tablóide digital… 

Nunca discuta, não convencerá ninguém. As opiniões são como os pregos; quanto mais se martelam, mais se enterram.

PEDRO HENRIQUE
MARIANNA MEL
AMO VOCÊS
SAUDADE?
MUITAS.

quarta-feira, 16 de março de 2011

CM




O vento é sempre o mesmo,   
mas sua resposta é diferente     
em cada folha.    
Somente a árvore seca   
fica imóvel entre borboletas
e pássaros”.      
Cecília Meireles



quarta-feira, 2 de março de 2011

INSTINTO MÃE


“Você meu amigo de fé, meu irmão camarada”


Convidei você para partilhar ao pé d’mim a minha felicidade
E você veio
Não vos convidei quando veio a dor e a aflição
Mas você veio
Então descobri que és meu amigo!

Acontece que nasci para ser mãe
Gosto de proteger quem é próximo a mim
Não depende do nosso grau de amizade
Seja essa amizade grande ou pequena
Protejo-o do perigo
Eu sou assim
Diferente disto
Nem precisa ser meu amigo

Mas como não ter amigos?
Quem perfumará nossas vidas?
Pois amigos são flores
Como prende-los?
Pois são como o vento a tomar outra direção

Mesmo assim, vou plantar carinho
Vou regar com amor
Vou proteger das ervas daninhas
Vou colher amizade
E sua amizade será a maior riqueza que venho conquistar
Um dia a terei?